1º módulo do Curso de Aperfeiçoamento
1º módulo do Curso de Aperfeiçoamento para Vitaliciamento e Promoção dos Magistrados de Mato Grosso do Sul, realizado nos dias 17 e 18 de março de 2011.
1º módulo do Curso de Aperfeiçoamento
1º módulo do Curso de Aperfeiçoamento para Vitaliciamento e Promoção dos Magistrados de Mato Grosso do Sul, realizado nos dias 17 e 18 de março de 2011.
Os desembargadores do Tribunal Pleno votaram, na sessão desta quarta-feira (10), e, por merecimento, o juiz Luiz
Gonzaga Mendes Marques, da 4ª Vara Cível de Campo Grande, é o novo desembargador do Tribunal de Justiça de MS.
Com ele, figuraram em lista tríplice os juízes Marcelo Câmara Rasslan e Luiz Claudio Bonassini da Silva. A posse do novo desembargador está marcada para o dia 24 de abril, às 17 horas, no Palácio da Justiça Des. Leão Neto do Carmo.
Gonzaga assume a vaga deixada pelo Des. João Carlos Brandes Garcia, que se aposentou em fevereiro. Questionado sobre a nova missão no judiciário estadual, o juiz garantiu que manterá a conduta que seguiu durante toda vida profissional.
“É mais um desafio na minha carreira. A promoção para o Tribunal é a última etapa, no entanto, sinto-me motivado para essa nova fase como se fosse o início. A sociedade sul-mato-grossense pode ter a certeza de que continuarei exercendo minhas funções com independência, seriedade e honradez, buscando sempre acertar para fazer justiça nos conflitos que me forem submetidos”.
Conheça - Luiz Gonzaga Mendes Marques nasceu em São Luiz Gonzaga (RS) e formou-se em Direito pela Universidade do Rio Grande em 1979. No judiciário gaúcho exerceu cargos como servidor no âmbito judicial e extrajudicial.
Integrou a magistratura gaúcha no cargo de Pretor (juiz temporário, como previsto na Constituição de 1967), e lá atuava quando aprovado no concurso público de provas e títulos para juiz em Mato Grosso do Sul, no ano de 1987.
Em MS foi juiz substituto na Capital e em Dourados. Foi promovido, em 2 de junho de 1989, para juiz de 1ª entrância na comarca de Bandeirantes, tendo exercido substituições legais em Camapuã e São Gabriel do Oeste.
Em abril de 1989, foi promovido para juiz de 2ª entrância e atuou na 1ª Vara de Coxim. Em junho de 1997 foi promovido para entrância especial e na Capital foi lotado na 4ª Vara Cível, onde permaneceu até sua promoção para o TJMS.
Nas comarcas onde atuou também foi juiz eleitoral e diretor do Foro. Em Campo Grande foi juiz do então 6º Juizado Especial Cível e membro de Turma Recursal dos Juizados Especiais.
Foi juiz auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça, biênio 2005/2006, e presidente da Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (AMAMSUL), biênio 2001/2002. Foi vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), tendo exercido também o cargo de diretor executivo da Escola Superior da Magistratura (Esmagis).
Exerceu os cargos de membro substituto e membro titular no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e foi diretor da Escola Judiciária Eleitoral (EJE). Em 2008 foi premiado em concurso realizado pelo Tribunal de Justiça em desafio para seleção das melhores práticas no âmbito do judiciário.
FONTE: Com informações da Secretaria de Comunicação Social TJMS
A Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (AMAMSUL) convida familiares e amigos para a missa de 7º dia de falecimento da juíza substituta Luciana de Barros Borges, que será celebrada nesta quarta-feira (21), às 20h30min, na igreja Santo Antonio, na Av. Calógeras esquina com Rua 15 de Novembro.
DISCURSO DE POSSE DO JUIZ OLIVAR AUGUSTO ROBERTI CONEGLIAN COMO PRESIDENTE DA AMAMSUL – 01.02.11
Barack Obama em seu discurso cravou: Yes, we can! Como o nosso marketing não assim tão completo como o do presidente americano, trago para vocês as palavras do cantor e compositor Sérgio Brito:
“Quando não houver saída / Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída / Nenhuma idéia vale uma vida
Quando não houver esperança / Quando não restar mais ilusão
Ainda há de haver esperança / Em cada um de nós, algo de uma criança
Enquanto houver sol, enquanto houver sol / Ainda haverá”.
Há alguns dias um grande amigo me falou: “As grandes árvores são as mais visadas pelo lenhador”.
Quando entra na floresta, o lenhador pode retirar o seu sustento de qualquer árvore. Contudo, de todas as plantas da mata, ele visará a árvore mais frondosa. A bela planta paga o preço por se destacar dentre as demais. Parece que a natureza é injusta, fazendo com que os seus melhores exemplares venham abaixo.
Mas a perspectiva deve ser outra: a bela árvore só chamou a atenção pelo fato de ser bela, e aqui, mais do que ficar lamentando a sua queda, o que devemos propagar são os benefícios que ela deu enquanto ocupava o seu lugar, a bela sombra que ela fornecia, os belos frutos que ela gerava, e que ótima lenha ela deu.
E eu afirmo aos senhores: Que bela árvore é a nossa AMAMSUL! Que belos frutos ela já gerou! Que ótimos momentos ela já nos proporcionou! E felizmente, a despeito de algumas tentativas externas, essa árvore não foi cortada. Ela está viva. Muito viva! É certo que em alguns momentos chegamos a pensar que os frutos escassearam. Mas isso não ocorreu.
Dentro deste contexto é que as pessoas que assumem na presente data a administração da AMAMSUL têm a obrigação de proteger do corte esse belo exemplar, e fazer com que ela continue a gerar os frutos tão esperados. E essas pessoas eu as apresento agora, ou seja, os membros da Diretoria da AMAMSUL para o biênio 2011/2012, e são eles:
1º Vice-presidente: Wilson Leite Correa
2º Vice-presidente: Waldir Marques
Secretária-geral: Elizabeth Anache
Secretário-adjunto: Fernando Chemim Cury
Tesoureiro: Fernando Paes de Campos
Segundo-tesoureiro: Roberto Ferreira Filho
Presidente do Conselho Deliberativo: José Augusto de Souza
Membros do Conselho Deliberativo: Gabriela Muller Junqueira, Mauro Nering Karloh,
Plácido de Souza Neto, Renato Antônio de Liberali
Membros Suplentes do Conselho Deliberativo: Fernando Moreira Freitas da Silva, Katy
Braun do Prado, Paulo Henrique Pereira
Diretor do Dameh: Alécio Antônio Tamiozzo
Diretor do Departamento dos Inativos: Nildo de Carvalho
Diretor de Esportes: Jackson Aquino de Araújo
Também me recordo de um artigo publicado em uma revista semanal há alguns dias. Ele trazia, dentre outras coisas, um aspecto da personalidade dos homens. E afirmava que, toda vez que o homem tem uma missão, algo por fazer, ele acha que está iniciando tudo, está apresentando o inédito, começando um ciclo que será concluído por seus próprios atos. O homem se sente como o inicio e a conclusão de tudo.
Essa característica pode ser percebida com maior facilidade quando o ser humano está em uma posição de administração, seja ela na vida pública ou privada. O exemplo claro que temos no Brasil é a frase marcante do último governo federal: “Jamais na história desse país”.
Contudo, esse movimento da personalidade serve mais para acalentar a alma do administrador do que efetivamente gerar resultados, ou seja, ela é parcialmente falsa. É que é impossível iniciar tudo e concluir tudo.
Isso mesmo, quando alguém se propõe a cumprir uma tarefa, esse alguém jamais inicia tudo, e jamais conclui tudo, ele na verdade faz parte de um todo. Irá continuar as coisas que já estão feitas e iniciar pontos novos que só serão terminados por outros.
A história é contada pela atuação conjunta e continuada dos seres que integram determinado grupo. Alexandre jamais receberia o adjetivo de “O Grande”, se não tivesse sido preparado pela sua mãe Olímpia, e se não tivesse tido Aristóteles como seu preceptor. Ou seja, ele não foi o início de tudo.
Em uma associação como a nossa, guardadas as proporções, a questão não é diferente. A Diretoria que agora é empossada não estaria aqui se não fosse o trabalho de todas as valorosas pessoas que já administraram a AMAMSUL.
E o trabalho a ser desenvolvido pelos que agora assumem essa função não vai se esgotar em dois anos, mas vai se estender para ser concluído pelas pessoas que no futuro a administrarão. Não há como imaginar que as pessoas que já administraram a nossa associação não fizeram o melhor que estava ao seu alcance no momento em que ocupavam uma ou outra função.
Para se fazer o presente deve-se respeitar o passado e pensar no futuro. Se voltarmos para a árvore frondosa, a cada administração cabe cuidar dela, podar os galhos, tirar os parasitas, adubar e plantar suas novas sementes.
Isso não impede que cada administração tenha suas características, isso todas têm. E as tem muito em decorrência dos pontos que surgem e são enfrentados, e um pouco em decorrência das pessoas que a desenvolvem. As necessidades e prioridades de hoje não são as mesmas de ontem e provavelmente serão diferentes das de amanhã.
Nessa linha, dentre os vários pontos que devemos enfrentar, um dos principais foi colocado como lema de nossa campanha eleitoral: o resgate da auto-estima dos seus membros.
Temos a exata noção de que uma associação com a nossa não se confunde com a administração do Tribunal de Justiça, essa infinitamente mais complexa e a representante do Judiciário como um todo. Já aqui, estamos diante de uma associação de classe que, para o resgate da auto-estima, deve ter como norte a defesa das prerrogativas e credibilidade dos seus associados.
Nessa defesa de prerrogativas e de credibilidade é imprescindível que os Magistrados saibam se relacionar entre si, saibam se relacionar com os outros poderes, com as outras entidades que integram o sistema judicial, com o Conselho Nacional de Justiça, com a imprensa e, principalmente, devem saber se relacionar com a população.
Aliás, o relacionamento entre os próprios associados foi um dos pontos mais debatidos durante o período da campanha eleitoral, e lá, o que colocamos como uma das balizas, e que estamos seguindo, é que a associação deve atender e conversar com todos os seus membros, independentemente das diferentes alas político-institucionais. Devemos saber que, a despeito das nossas diferenças internas, para que possamos ter um avanço em várias situações institucionais, necessário que tenhamos um discurso afinado.
E uma associação de classe que se diz grande deve também se relacionar com outras entidades de classe. Deve ter contato com a Ordem dos Advogados do Brasil, com as Associações do Ministério Público, Defensoria Pública e Procuradorias, além dos Sindicatos dos Servidores, e com as demais associações congêneres.
E nessa relação o que devemos buscar é que as outras entidades das classes que integram o sistema Judicial como um todo também sejam grandes.
Aqui, talvez o relacionamento mais delicado venha a ser com a Ordem dos Advogados. Contudo, necessário que se deixe registrado que só com uma OAB forte é que teremos um Judiciário forte. O que devemos deixar claro é que, para que seja respeitada, a OAB deve também respeitar o Judiciário e cada um dos seus membros.
E a associação deve ser a ponte para que os Magistrados possam conversar com a imprensa e a população. Necessário que esclareçamos quem somos nós.
É curioso como nos indignamos com o desconhecimento da população sobre nós mesmos, mas também é curioso como nos escondemos. Se cada magistrado considera que a discrição completa é o melhor caminho, cabe à Associação mostrar nosso trabalho, nossa função, nossa cara. Diante das novas realidades apresentadas, e sabedores da nossa posição perante a sociedade, necessário é que deixemos claro quem somos.
Agradeço sinceramente, em meu nome e por todos os membros da diretoria eleita, os magistrados sul-mato-grossenses que nos sufragaram nas urnas, e estamos certos de que eles não querem que administremos para eles, mas para todos os magistrados do Estado.
Se assim fizermos, estaremos honrando nosso compromisso e homenageando todos aqueles que tem amor por essa Associação, pensando sempre em sua grandeza. E nos sentiremos plenamente realizados toda vez que perguntarem a um associado quem é ele, e a resposta for imediata: “sou um magistrado! Mas esse é só o meu patronímico, pois meu nome completo é: Magistrado de Mato Grosso do Sul”.